Acreditava em Deus... - agora acredito em Mim... (Zeitgeist)
Aos 15 anos, era uma espécie de padreco.
Aos 18 anos era um rebelde (lia Nietzsche: imagine-se).
Aos 23 anos, não sabia o que queria fazer.
Aos vigésimos quartos anos fui trabalhar na Credibom (em final de 1995).
Aos vigésimos oitavos anos conseguimos o sucesso do projecto da Credibom por causa do Bug 2000. Aos 29 anos estava em Curitiba a trabalhar (Brasil).
A 2001/09/12 (já com 30 anos) em Lisboa, estava de ferias, deu-se o AVC. Tinha uma malformação artério-venosa (teve sempre comigo).
Estava explicado muita coisa sobre mim.
Porquê este Blogue?
Há uma condição que é inegável: acreditava em Deus. Aos quinze anos, eu acreditava "piamente". Depois, houve um rol de consequências a partir daí. Ao menos, reconheço que a religião teve um papel importante para mim. Tive uma estabilidade emocional (por causa da religião) sem a qual, estaria talvez perdido.
A minha avó paterna teve um papel fundamental na minha educação (chamava-se Maria Luísa). Era casada com o meu Avô Henrique.
Mas lá está, não era "Eu". Agora, sou Eu. Vou explicar: Antes do AVC - que era uma malformação arterio-venosa (MAV) na "maquina de pensar" - eu não estava em mim.
O papel da Credibom
Bem continuando a minha história, estava entretido com o novo trabalho na Credibom. Era um bom trabalhador e por isso, aumentaram-me três vezes, em cinco anos. Entretanto fiz alguns disparates como (mantendo a minha folha limpa na Credibom): Bebi bastante por isso, às vezes, um "rissol estragado" era a minha desculpa para não ir trabalhar de manhã; É tão relativo o nosso "comportamento exemplar": Quem é que define o exemplo? - Por isso, dei o que de melhor soube... (excepto quando comia um "rissol estragado").
Por volta de final de 2000, a minha Mãe morreu. Foi um choque que me perturbou muito. Ela avisou que, se acontecesse outra vez estar internada e ligarem a maquina respiratória, ela não resistia voluntariamente. E aconteceu isso...
Quem me conhece, isso não me daria as respostas que procurava. No inicio de 2000 fui a Dinamarca (Copenhaga), visitar a http://www.humana.org/ Gostei relativamente da ideia de ir para África (Moçambique).
Com a morte da minha Mãe, era o gatilho que precisava para sair da Credibom. Pedi um ano "sabático" que foi recusado. Demiti-me em seguida e, no mesmo dia, ao almoço, recebi um telefonema do Dr. João Bello , queria conversar. As nossas conversas levaram-nos ao Brasil, ao estado do Paraná (Curitiba), passando em Madrid em formação com a Movicargo.
Devia ter pensado aí... "que horror, não estou bem?!". Mas, não pensei. Para mim, estava tudo normal (e realmente estava).
O Brasil é o futuro. Pensava eu... Pois, durou 6 bons meses. Estava de ressaca em Lisboa (ontem fui ao "finalmente") quando, imagina-se que não sabia do 11 de Setembro de 2001 . Era 12 de Setembro. Estava tão noutra que ignorei o atentado - tão bêbado. (Mas é óbvio que foi uma "false flag operation" - http://en.wikipedia.org/wiki/9/11_conspiracy - mas "são umas contas do um outro rosário"...). Mas afectou-me. De repente escorreguei (caí) no chão - estava sentado na poltrona, quando desfaleci sobre o lado direito. Eu penso que, ainda em agonia no chão, consegui atender o telefone mas, as palavras não saíram...
Saíam quando entrei da CUF (depois do Hospital de S. José). Eu lembro perfeitamente a entrada na CUF (Av. Infante Santo) com o Zé Diogo a empurrar-me a cadeira de rodas. (Obrigado Zé por tudo). Até lembro que, aceitei o quarto (sure if I could chose!?). Afinal falava fluentemente.
O vómito
Depois da operação á cabeça, para inverter os pólos (as sequelas são: Afasia de Broca; Hemiparésia Direita), engoli um vómito que foi parar aos pulmões. Se as coisas ficaram feias, com a história do AVC devido à MAV, ficariam ainda pior. Uma operação aos pulmões, para retirar algum pulmão que está gravada no meu corpo. No final de 2001, a afasia era grave mas tinha possibilidade de andar.
A Igreja
Se revelarem os textos apócrifos todos, eu pondero voltar a considerar a minha fé (por exemplo: Gospel of Judas (https://drive.google.com/file/d/1bPEmrftAxe0mSxq-W2NmRpOFb_YA95QEc21E6k94DX9I4RNQG_3t_kiIdmuj/view?usp=sharing) [pág. II - "Jesus Speaks to Judas Privately"].
Se teimarem em manter os textos apócrifos secretos e, não discutir os mesmos, significa que (qualquer organização por exemplo: al-Qaeda) a razão foi vencida pela emoção e, ganharam os mártires sobre os racionais - videos.sapo.pt/uu5UWp8T1yLK1RfjOVYF - e a prova de que foi uma "false flag operation" - http://www.youtube.com/ae911truth
Eu faço, e farei, o que me dá na real gana. Mas a saber:


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- Pretendo, a seu devido tempo, fazer e educar a acriançada
- Só produzo filhos se acabar o curso
- Se fossem casados até hoje, os meus Pais, eu não acreditava no regime do casamento, logo não caso ou, caso se for por interesse.
- A Mãe será, seguramente, mais nova do que eu...
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10 comentários:
Bernardo tu és bom
Acredita em ti filho
Sabes que tens un Don
que te dá um certo brilho
És um ser especial
que tu e só tu entendes
com uma aura brilhante
és sensivel e inteligente
Não precisas de acreditar em Deus para seres tu!!
Mas deixa-O acreditar em ti para ser Deus!
I understood some of your memories.
Eu também faço o que quero e me apetece mas, isso é o que eu penso.
Nunca se consegue isso porque há todo um emaranhado de regras e condições que nos impedem de o fazer. Não podemos andar nús, não podemos namorar com a mulher que não nos quer, etc., etc.
Agora que já sou bisavó vou conseguindo gostar cada vez mais de mais pessoas, ou seja ser mais tolerante, mas por outro lado vou vendo mais e melhor muito do que, agora percebo ser aldrabice. Isso faz com que fique mais descontente com os meus semelhantes ao mesmo tempo que gosto mais de mais pessoas, como disse acima e, tudo isso é uma contradição. Bruuummmmm estou confusa.
Pois é a vida por vezes é madrasta... eu sei também o foi comigo e com todas as pessoas que eu gosto mas, e há sempre um mas também tem coisas boas. Tenho um sobrinho tão carinhoso e tão simpactico como o menino, tenho uma sobrinha tão querida como a Diana e tenho umas filhas amorosas e uns netos muito queridos etc. podia continuar por aí fora. Há sempre compensações que nos agarram e quando não as há temos obrigação de as arranjar. Uns pequenos nadas como um dia de Sol, ou uma paisagem bonita, ou um mar cheio de ondas ou, sei lá... tanta coisa... como sentir o sol na pele e não é preciso ser de fato de banho. Há sempre coisas boas nem que seja uma coisa tão comezinha como um bom prato que comemos ou uma boa fruta. É um sem fim de coisas das quais podemos tirar partido para nos alegrar. Podia estar aqui a vida inteira a filosofar consigo, que não acabava. Até gostava!
Olá, eu também tenho um MAV, descoberta por acaso, e para já sem consequências... é um dia a dia às vezes expectante outras vezes com medo...
Cláudia
JOSEPH CAMPBELL: ... O problema, na meia idade, quando o corpo atingiu seu poder máximo e começa a declinar, é identificar se, não com o corpo, que decai, mas com a consciência de que ele é um veículo. Isto é algo que aprendi com os mitos. Que sou eu? Sou a lâmpada que contém a luz ou sou a luz de que a lâmpada é o veículo?
Mas este corpo é um veículo da consciência, e se você for capaz de se identificar com a consciência, também será capaz de encarar esse corpo como um velho carro. Lá se vai um pára-lama, lá se vai um pneu, uma coisa depois da outra – é previsível. Então, a coisa toda se desmancha e a consciência se reúne à consciência. Já não mais neste ambiente específico. (http://videos.sapo.pt/c1r1YBHU4dqVnRwu4NYb - 07:18)
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